Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu? Se depender dos concursos de prenda do Estado, a rainha má do clássico dos irmãos Grimm pode ficar despreocupada: beleza não é o principal quesito para eleger a Primeira Prenda do Rio Grande do Sul.
E, nesta sexta-feira, será votada pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) uma proposta que prevê eliminar a beleza como um dos critérios para a escolha das soberanas dos galpões.
Até o concurso passado, a planilha de notas contabilizava, no máximo, dois pontos e meio pela beleza das concorrentes. Pouco, se comparado aos 35 pontos da prova escrita e aos 18 referentes às habilidades artísticas.
Ainda assim suficiente para que a 22ª Região Tradicionalista se sentisse incomodada. Para o coordenador José Roberto Fischborn, autor da proposição, o julgamento estético tende para a discriminação e foge às regras principais do concurso.
- Dentro desse contexto atual, como é que vamos dizer para uma prenda mirim e juvenil que ela é menos bonita do que a outra? Perdemos embasamento legal, não podemos dizer que uma prenda precisa melhorar a beleza. O que ela vai entender com isso, que vai ter que nascer de novo para ser mais bonita? - diz Fischborn, justificando que a ideia do Primeira Prenda é incentivar ao tradicionalismo e não gerar trauma.