Foto: Camila Weinmann
Show mais recente foi na Casa do Joquim
PELOTAS - Os acordes provocam um respeitoso silêncio no público. Na mesa de bar, o papo cessa naturalmente. É hora apreciar o som suave e peculiar do trio que já tem espaço cativo no cenário músical pelotense. Os instrumentos são suficientes para entoar o discurso artístico do Sovaco de Cobra e a voz se torna dispensável. A flauta cantante de Gil Soares preenche o espaço sonoro, sobreposta à segurança do pandeiro de Jucá de Leon e do violão sete cordas de Silvério Barcellos.
Inspirando a noite da cidade há quase quatro anos, o conjunto parece ter intimidade com a plateia - os acertos são feitos na hora e não tem erro, do choro ao tango, a fórmula hipnotiza. Baden Powel, Pixinguinha, Lupicínio, Villa-Lobos. o repertório não é escolhido por gênero, mas por afinidade com o estilo próprio de criar os arranjos. Para os músicos, o que seria uma limitação vira elemento instigante: "temos apenas três cartas na manga e isso nos exige criatividade", comenta Gil.